nonsense .

28/10/2010

eles entraram na casa, vinham de todos os lados, carregando o piano de cauda e os quadros dos artistas mortos, sentaram-se à mesa conosco, comeram da comida um pouco fria do tempo que nos tomou o espanto. Com suas bochechas molengas mastigavam os vegetais da sopa, e com tanto incômodo eu tentei varrê-los para fora, mas a vassoura curta não era suficiente. Quando lhe chamei para ajudar com os inoportunos na cozinha, você estava lá com eles sentados no sofá da sala, falavam sobre futebol e loterias, e qual não foi minha surpresa. Você sempre me desagradou com seu jeito meio patife de ser, nunca atentou para os meus pedidos encarecidos cheios de febre quando requisitavam sua presença em meu leito de sono, com o amor preso no armário e os lençóis manchados de vinho, que você achou que era sangue. Sentia duplicado em mim o sentimento de expulsar a todos com um mau humor jurássico, então fui tragado pela sua mão delgada…[acordei].

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: