direitos .

23/11/2010

há olhos nas paredes, atrás dos quadros e painéis elétricos; nas ruas e calçadas, figuram as cordas e os laços lustrosos prestes a capturar. De esquina em esquina, de movimentos esquivos a passadas largas, nasce a dança do escapismo, entre um gesto que não diz nada e outro que o tenta explicar. Em topos longínquos dos arranha-céus anônimos, abutres escolhem a carne da qual irão alimentar-se, descendo em rasantes sobre vítimas fiéis; como dias no calendário, tudo que se vê é esta gente que não passa de números numa planilha. São pessoas frágeis como as leis feitas para protegê-las.

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