pelo contrário .

09/12/2010

hoje, tudo é o seu oposto,  a camisa virada sem passar, o dia chuvoso sem sol e a luz acabou, nas ruas as lanternas e os cães procurando os donos que escaparam. Não chegaram as cartas nem os avisos de despejo, mas os atrasos todos chegaram mais cedo. O trabalho não veio porque estava de cama. As mãos duras abertas de dinheiro e as esmolas estateladas na calçada para os homens pobres em casacos importados. Nos bares, somente leite, nos ringues, valsa parisiense, nos ônibus, ainda muito espaço. Do rancor, veio um esquecimento, das intenções, só as mais honestas, as mentiras balofas caíram dos armários. Num dia tão absurdo, que pensei em você sem amor, sem saudade, só lembrei do meu livro emprestado que não voltou ainda.

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