desconstrução.

07/05/2011

Os orgãos palpitantes: o coração, que não bate, maquina, com a precisão analógica; o pulmão enegrecido carregado de carvão e monóxidos, uma caldeira arfante; o óleo refinado, pesado, correndo artéria abaixo; a língua é apenas outra seta venenosa, um turgor ofídico; os olhos vítreos, a mente sílica, conectada; ouvido microfônico. A rotina de relógio que controla movimento e direção, cada passo: marca-passo; sentimentos programados, pré-fabricados, pensamentos extrusados, momentos dosados e medidos, vivências homeopáticas – vida em conta-gotas.

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